Peste negra, catástrofes e conflitos armados: Jesus está voltando?
Recentemente, uma notícia chamou a atenção e até despertou sentimentos de alerta no mundo. Um morador da região de South Lake Tahoe, na Califórnia, testou positivo para a peste negra após ter sido picado por uma pulga infectada enquanto acampava.
Embora muito incomum atualmente, com apenas cerca de sete ocorrências por ano em humanos nos EUA, este caso nos lembra que antigos males ainda persistem.
Essa notícia nos leva a refletir sobre os sinais dos tempos à luz da fé. Será que esses acontecimentos atuais — como a volta da “praga medieval” — estão apontando para algo maior? E como as Escrituras nos ajudam a entender tudo isso?
A verdade é que a recente pandemia de COVID-19 deixou marcas doloridas na sociedade. O trauma coletivo, o medo do invisível e a repentina sensação de vulnerabilidade global nos fizeram reviver, de certa forma, o pavor que antigas civilizações sentiram diante de outros tipos de pandemia. Poucas foram tão devastadoras quanto a peste negra.
A história da peste negra: o que foi e como aconteceu
Desde os tempos mais antigos, os discípulos de Cristo se perguntam quando Ele voltará. Hoje, ao compararmos as escrituras com as manchetes — epidemias, desastres naturais, guerras — é natural que essa pergunta tenha ainda mais força: será que estamos vivendo os sinais dos últimos dias?
A boa notícia é que não precisamos viver paralisados pelo medo. As escrituras nos ajudam a compreender esses sinais e, acima de tudo, nos lembram da promessa do Salvador:
“Se estiverdes preparados, não temereis”.
Para entender o peso da palavra “peste” como um sinal, basta olhar para a história. A Peste bubônica, também conhecida como “peste negra” que atingiu seu auge na Europa, Ásia e norte da África entre 1347 e 1351, foi uma das pandemias mais devastadoras da humanidade. Causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida por pulgas que infestavam ratos em navios mercantes, a doença dizimou estimadamente de 30% a 60% da população europeia. Cidades inteiras foram dizimadas, a estrutura social desmoronou e o mundo mergulhou em um período de medo e incerteza sem precedentes.
Por séculos, essa catástrofe ficou somente nos livros de história. Contudo, a recente pandemia de COVID-19, embora muito diferente em sua natureza e mortalidade, nos deu um vislumbre moderno do que é viver em um cenário de risco eminente.
O isolamento, a paralisação da economia global, o medo do contágio e a dor da perda nos fizeram sentir na pele como o mundo pode mudar drasticamente de forma rápida. A COVID-19 reavivou a consciência de nossa fragilidade diante de uma doença invisível, conectando nossa geração as histórias do passado.

O que as escrituras nos ensinam
Essa conexão entre pestes antigas e modernas não surpreende quem estuda as escrituras. O próprio Jesus Cristo alertou que “pestes” em vários lugares seriam um dos sinais que antecederiam Sua Segunda Vinda. Outras passagens confirmam que “doenças e pestes” fariam parte dos tempos difíceis dos últimos dias, veja D&C 45:31 e Apocalipse 6:8.
Esses eventos, portanto, não são apenas tragédias que se tornam história. De outra perspectiva, elas funcionam como um chamado à reflexão. Lembramos da fragilidade da vida e da necessidade urgente de estarmos espiritualmente preparados.
Mais do que causar medo, as profecias sobre pestes revelam a misericórdia de um Pai que nos avisa de antemão, que nos convida a exercer e fortalecer nossa fé em Jesus Cristo.
Sinais na natureza
Mas as pestilências são apenas uma parte dessas profecias. As escrituras ensinam que a própria Terra manifestaria sinais. Hoje, vemos isso de forma inegável. Ondas de calor que quebram recordes, incêndios florestais que consomem vastas áreas, furacões que se intensificam e enchentes que submergem cidades inteiras se tornaram manchetes.
Esses cenários cruzam diretamente com as profecias antigas. Em Doutrina e Convênios 88:90 o Senhor revelou que haveria tempestades, relâmpagos e trovões que abalariam a Terra. Já em uma profecia em D&C 29:16 adverte que o “granizo destruirá as plantações da Terra”.
É como se a própria criação expressasse o que sente enquanto aguarda o momento em que o Senhor restaurará todas as coisas.

Guerras e rumores de guerras
Dos sinais na natureza passamos ao clamor das nações. Se há um sinal que tem marcado a história humana, e especialmente nossa geração, é a constante presença de “guerras e rumores de guerra” (Mateus 24:6). De conflitos localizados às tensões crescentes entre potências globais, a paz parece cada vez mais frágil e a instabilidade, uma constante.
As escrituras descrevem essa era com uma precisão impressionante, falando de “muito tumulto e medo” (D&C 88:91). A profecia de que “o coração dos homens lhes falhará” por causa do medo (D&C 45:26) parece um retrato fiel do que vivemos hoje. Podemos ver e sentir as escrituras nos rostos dos refugiados, nas famílias separadas e na ansiedade dos que sofrem com as guerras.
No entanto, as escrituras não preveem apenas escuridão. Apesar da violência, vemos também gestos extraordinários de compaixão, ajuda humanitária e orações que se unem por todo o mundo. Um grande exemplo são as respostas imediatas da Igreja de Jesus Cristo e outras instituições que se unem para levar auxílio aos mais necessitados em todo o mundo. Isso nos ensina que, mesmo quando o medo aumenta, a luz de Cristo continua a brilhar através daqueles que O seguem.
Onde encontrar esperança
Diante de pestes, catástrofes e guerras, a pergunta fundamental não é apenas “Jesus está voltando?”, mas sim: “Como estou me preparando para Sua volta?”.
As profecias, como a de Daniel sobre “um tempo de angústia, qual nunca houve” (Daniel 12:1), não foram dadas para nos paralisar. Pelo contrário, são um chamado à ação. Para quem tem fé em Cristo, os desafios e provações são lembretes de que Suas promessas são reais e de que Jesus sempre terá a palavra final.
As escrituras não foram escritas para nos aterrorizar, mas para nos preparar. E preparar-se não significa somente estocar suprimentos em um abrigo, mas também edificar um alicerce espiritual. Significa viver o evangelho com mais intensidade, fortalecer a fé em Jesus Cristo, cuidar da família, servir ao próximo e aguardar com esperança.
É assim que transformamos os sinais dos tempos. O que para o mundo pode ser um motivo de pânico, para nós se torna uma confirmação da fé. Nosso propósito é viver de tal forma que, quando o Salvador retornar, possamos reconhecê-Lo não com temor, mas com alegria.
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