Uma prova viva de que os milagres ainda acontecem
Eu e meu marido nos conhecemos no Baile do Juventus, em 2009. Conversamos naquela noite e, uma semana depois, ele veio até Jundiaí, minha cidade. Começamos a namorar à distância: ele morava em Araraquara, onde fazia faculdade na Unesp, e eu morava em Jundiaí.
Depois de um ano de namoro, ele concluiu a faculdade e se mudou para cá. Namoramos mais um ano em Jundiaí e, em 2011, nos casamos.
Desde o tempo de namoro, sempre sonhamos em ser pais. Tentamos engravidar de forma natural por sete anos, passando por tratamentos com ginecologista, mas não conseguíamos de jeito nenhum. Foi um período desafiador e frustrante para nós dois. Eu tinha me casado com 23 anos; meu marido, com 31. Temos oito anos de diferença e ali estávamos, casados, sem conseguir engravidar.
Depois desses sete anos, decidimos partir para a fertilização in vitro. Na primeira tentativa, engravidei de gêmeos: Vítor e Heloísa. Ficamos imensamente felizes, foi uma grande bênção para nós.
Mas a gravidez foi de alto risco desde o início, como costuma ser em gestações gemelares, e eu tive muitos sangramentos ao longo do processo. Infelizmente, com cinco meses e meio, entrei em trabalho de parto.
Minha filha Heloísa morreu no parto. O Vítor resistiu, mas ficou apenas 29 dias na UTI neonatal com a gente; era muito pequenino e, no fim, também não conseguiu resistir. Foi um momento extremamente difícil para nós, porque sonhávamos tanto com aquilo e esperávamos um final feliz, que pelo menos o Vítor pudesse ficar.
Mas não eram esses os planos de Deus para nós, nem para o Vítor. Eles eram maravilhosos e não precisavam permanecer aqui nessa terra.

A crise e o pedido de divórcio
Naquele momento, tentei me manter firme, mas acabei adiando meu luto. Foi muito desafiador continuar no nosso casamento depois disso; sentia que, do jeito que estávamos, nós não éramos realmente uma família.
Nossos gêmeos nasceram em 2017, e em 2019 eu pedi o divórcio ao meu marido. Falei para ele que eu não conseguia enxergar aquilo como família, e também que não queria tirar dele a oportunidade de ser pai. Ficamos separados por seis meses.
Durante esse período, comecei a me tratar com uma psicóloga e passei a entender melhor tudo o que eu vinha sentindo. Foi então que decidimos voltar a conversar e pensar em um reconciliamento.

A bênção do profeta e o recomeço
Em 2019, o Presidente Russell M. Nelson veio à nossa cidade. Foi um dia muito especial. Eu e meu marido estávamos lá, mas eu nem sabia que ele também estava presente; eu estava com a minha família, meus pais e meus irmãos.
No final da mensagem, o profeta deixou uma bênção sobre todas as pessoas enfermas. Naquele momento, pensei nas pessoas idosas, nas pessoas com câncer. E então veio o Espírito Santo, não foi um pensamento meu, foi algo que falou na minha mente e no meu coração: “Você também é uma pessoa enferma, uma pessoa doente. Você também está sendo curada.”
Compartilhei isso com a minha mãe ali mesmo. Eu e meu marido, naquela época, ainda não estávamos nos falando. Quando voltamos a conversar, contei a ele o que havia sentido. Mas ele, ainda traumatizado com tudo o que tínhamos vivido, disse que não queria ouvir falar em ter filhos, que precisávamos esperar.
Foi então que a pandemia começou. Rapidamente, fomos ao cartório e nos casamos de novo. Nosso selamento nunca tinha sido desfeito. Na primeira semana depois de nos casarmos pela segunda vez, engravidei.
Descobri que estava grávida do Arthur, nosso milagre, no Dia das Mães. Eu já vinha sentindo coisas que me lembravam a gravidez dos gêmeos e cheguei a fazer um teste antes, que deu negativo. Refiz o teste no Dia das Mães e dessa vez deu positivo. Hoje o Arthur tem cinco anos.

O segundo milagre
Eu achava que seria apenas a mãe do Arthur. Mas depois veio a Isadora, meu segundo milagre, e ela chegou de uma forma muito especial. Quem me contou que eu estava grávida dela foi o próprio Arthur.
Eu estava preparando o Arthur, então com três anos e nove meses, para voltar a estudar, falando sobre conhecer novos amigos e a nova professora. Foi quando ele me perguntou: “E você, mamãe? Tá preparada para ter outro neném?” Respondi que a mamãe queria muito, mas que isso dependia da vontade do Pai Celestial, se fosse o melhor para a nossa família.
Fiquei impactada com aquilo e comentei com meu marido. Dois dias depois, ele me contou que tinha sonhado que estava me entregando um body em um chá revelação. Decidi então fazer um teste de gravidez.
Minha menstruação sempre foi irregular por causa do meu ovário policístico e de um problema nas trompas, uma fechada e outra muito aberta, uma condição que cientificamente não teria muita explicação. O teste deu positivo: veio a Isadora. Hoje ela tem um aninho e um mês.
Tenho um testemunho muito forte de que o Senhor realiza milagres nos dias de hoje. Eu sou uma prova viva disso, e minha família também é. Através da bênção do profeta, eu fui curada. E toda vez que tenho a oportunidade de compartilhar a minha história, falo do profeta e da nossa Igreja, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. É um privilégio ser uma testemunha viva disso.
Escrito com base no relato de Bruna Silva Magnani
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Post original de Maisfé.org
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