Por que falhas fazem parte do nosso progresso

Você já se fez essa pergunta antes? Por que falhas fazem parte do nosso progresso?

No Livro de Éter, no Livro de Mórmon, capítulo 12, versículo 27 lemos:

“E se os homens vierem a mim, mostrar-lhes-ei sua fraqueza. E dou a fraqueza aos homens a fim de que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles.”

Parece contraditório, mas essa é a verdade: nossas fraquezas podem nos ajudar a nos tornamos mais fortes. Vamos para um exemplo prático para ilustrar essa mensagem. Pense nos relatos de ex- usuários de drogas. Esses relatos são muito fortes e são marcados por uma nítida mudança. Por quê? Porque a fraqueza que essas pessoas um dia tiveram, as ensinaram muito!

De forma semelhante, todas as dificuldades que passamos e pecados que cometemos, nos ensinam algo. E por nos ensinar algo, temos mais conhecimento para falar sobre, pois conhecemos os efeitos e consequências. Gosto muito de pensar no caso da fome. Todos podem falar sobre o quão ruim é passar fome, mas ninguém sabe mais sobre como é passar fome, do que aquele que passou! Entende onde queremos chegar?

O papel das fraquezas

As fraquezas nos ensinam muito. Elas nos ensinam quais são nossos pontos francos. Ensinam-nos quais são nossos limites. Ensinam-nos como evitar determinadas situações. Nossas fraquezas fazem com que sejamos ainda mais dependentes da Graça de Cristo e do poder da expiação. Nossas fraquezas nos mostram que por mais que sejamos bons, não somos o suficiente – precisamos Dele.

É verdade que todas as situações nos ensinam algo. No entanto, as situações em que mais aprendemos, são aquelas que nos sentimos fracos. São aquelas situações que sentimos que nossa fraqueza venceu. Nesses momentos aprendemos mais do que uma vida de estudos. Não estamos dizendo que para aprender é preciso cair, mas sim, que quando cairmos podemos aprender.

Ao curar pessoas cegas durante Seu ministério, o Salvador, que declarou na Festa dos Tabernáculos: “Eu sou a Luz do Mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12), nos ensina grandes lições. A luz de Cristo, diferentemente da luz do sol, sempre revela as imagens celestiais necessárias para nosso progresso e nossa exaltação. 

Em Betsaida, amigos de um cego pediram que Cristo o tocasse. O Salvador, pela fé de seus amigos e não necessariamente dele, pegou o cego pela mão e o levou para fora da aldeia, o que talvez exigiu uma longa caminhada até sair da cidade. Nessa jornada, o Senhor teve tempo para ensiná-lo enquanto juntos caminhavam para fora do mundo.

Que experiência maravilhosa ser conduzido pela mão do Mestre para um lugar seguro. Que desejo há em minha alma de caminhar e aprender com Ele nessas caminhadas sagradas durante nossa vida para fora de nossa aldeia.  Nossas aldeias são nossas fraquezas!

Jesus, então, naquele lugar isolado, calmo e santo, fora da aldeia, untou os olhos do cego com saliva e o abençoou com a imposição das mãos, mesmo assim o cego não foi curado plenamente, pois disse: “Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam” (Marcos 8:24). Mesmo Cristo sendo Onipotente, não é possível fazer milagres sem que tenhamos fé absoluta, que significa saber não somente que Deus pode curar, mas que Ele vai curar.

Não é possível receber as bênçãos plenas dos convênios sem que os entendamos profundamente e os vivamos plenamente. Não iremos aprender com nossas dificuldades se simplesmente murmurarmos ao invés de pararmos para refletir. O Senhor, o Cristo Vivo, cheio de amor, nunca desiste de nós.

Então, o Salvador o abençoou novamente, pôs as mãos sobre seus olhos e o fez olhar para cima. Assim, o cego curado passou a ver claramente. Depois disso, Jesus ordenou: “Nem entres na aldeia” (Marcos 8:26). 

Ele abençoou o cego novamente e está disposto a nos abençoar quantas vezes sejam necessárias. Ele está de braços abertos dizendo: “Vinde a mim” (Mateus 11:28).

Humildade para permitir

Mesmo que nossos amigos intercedam e orem por nós, temos que ter a humildade de permitir que Cristo nos pegue pela mão e nos conduza muitas vezes para fora de nossa aldeia, pois já devíamos ter saído dela há muito tempo. A aldeia muitas vezes é a transgressão e a desobediência ou a busca dos conceitos e das filosofias mundanas, o materialismo, as posições, os títulos, as posses terrenas pelos motivos errados em detrimento da busca espiritual e de servir ao Senhor, negligenciando o que é sagrado e a verdadeira devoção ao Senhor.

Em outros casos, a aldeia é o orgulho de manter nosso ponto de vista, não focarmos em nossas semelhanças, mas nas diferenças, é nos sentirmos superiores, criticar em vez de elogiar, não sermos misericordiosos, assimilarmos com facilidade as filosofias dos homens e com dificuldade as palavras dos profetas.

Às vezes, nossa aldeia é a tristeza causada pelo pecado, a solidão por nos afastarmos de Cristo e de Seu Evangelho, a incerteza, as fraquezas de nossa alma, a dor e o fracasso. Temos que ouvir o que o Senhor nos ensinar nesse caminho de saída de nossa aldeia caminhando com o Mestre para o consolo, a paz, o sucesso e a bênção.

Temos que olhar para o céu, pois nosso relacionamento com nosso Pai Celestial é que nos salvará e dará a visão do que temos que ver e fazer. Acima de tudo, purificará nosso coração. Lembre-se que Cristo sempre nos revela o Pai, por isso Ele fez o homem cego olhar para cima. Temos realmente olhado para cima? 

Para os jovens, a missão, a frequência ao templo, a Igreja, as classes de seminário, o FSY, o casamento no templo e os filhos são algumas das maravilhosas saídas da aldeia. Cristo tem missões, chamados, ensinamentos para todos em seus caminhos nesta Terra. Vamos permitir a Ele nos tirar de nossa aldeia. 

Vivamos na aldeia sem nunca pertencer a ela. Não somos do mundo. Devemos aprender com nossas dificuldades, mas não devemos deixar que elas sejam maiores que nós.

Quantas vezes, pessoas queridas nos pegaram pela mão, como sendo as mãos do Mestre, e com carinho nos tiraram de nossa aldeia da tristeza e nos abençoaram, alegraram, consolaram e nos ajudaram a ver claramente. Sejamos como eles, as mãos do Mestre. Hoje é o grande dia do resgate! Vamos nos fortalecer individualmente, para conseguirmos fortalecer a nossos irmãos.

É muito bom sair de nossa aldeia para as difíceis situações que o Senhor deseja que vivamos para sermos santificados enquanto servimos a Ele em uma vida consagrada. 

Permitamos a Ele nos tomar pela mão, nos tirar de nossa aldeia, abençoar-nos com chamados, oportunidades de servir e de instruir. Vamos cumpri-los com amor e excelência e depois perguntar qual é a próxima missão, designação, e depois qual a próxima e continuarmos servindo ao Senhor enquanto vivermos com humildade e de todo o coração, amor e caridade pelos nossos semelhantes! Assim, teremos a visão gloriosa do Mestre, compreenderemos o propósito desta vida e da eternidade e seremos um com Ele. 

Bênção maior é ser Suas mãos tirando nossos amigos da aldeia, fortalecendo-s, aprendendo com nossas dificuldades. Levando nossos amigos a Cristo, implorando com grande fé para que eles sejam curados. Você já orou para o Senhor curar seu amigo? Você já orou para o Senhor ajudá-lo a aprender com sua fraqueza?

Que definitivamente não voltemos para a aldeia do mundo, mas que vivamos na Sião celestial. [1]

Referência

[1] Ter a Luz da Vida

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