Protagonismo feminino

Ao longo dos anos, tive a oportunidade de trabalhar com milhares de franqueadas, consultoras, líderes comunitárias em nosso País, que atuam no setor empresarial, público ou privado. São visionárias, corajosas, talentosas, resilientes, guerreiras e, com sua sensibilidade ímpar, inspiram a todos ao seu redor.

Crédito: Istock
Certa vez, em um en-contro de empresários, o palestrante que me seguiu foi o publicitário Nizan Guanaes. Ele começou sua apresentação dizendo: “Da próxima vez queremos ouvir sua esposa!” Desde então, tenho constatado, cada vez mais, o valor das mulheres como protagonistas em momentos decisivos na trajetória pessoal e empresarial de um líder.

Quando estava considerando me casar com Vânia, há 41 anos, ganhava um salário mínimo, enquanto ela recebia dois salários. Propus trabalhar mais alguns anos até conseguir uma renda suficiente para lhe dar o conforto que ela merecia. Ela me emocionou com sua reação: “Estou me casando com você, não com seu dinheiro. Vamos construir juntos!”

Aos 26 anos entrei na universidade Brigham Young, em Utah. Após o primeiro semestre, com um desempenho escolar sofrível, voltei para casa com um plano na cabeça. Mostrei as notas a Vânia e a tranquilizei dizendo:

– “Não se preocupe, meu bem! Eu sei o que fazer para resolver esse problema.”
– “Para melhorar as notas?”, ela perguntou.
– “Não, meu amor. Vamos voltar ao Brasil”, respondi.
Novamente a influência da mulher como protagonista foi fundamental naquele momento de fragilidade. Ela simplesmente disse:
– “Negativo! Você veio aos Estados Unidos para se formar. Enquanto não se formar, não vamos voltar.”

Após a formatura em Utah, fui trabalhar para uma empresa em Ohio. Ali fiz amizade com um colega que tinha vindo da Índia para estudar nos Estados Unidos. Após a formatura, ele conseguiu um bom emprego e decidiu nunca mais voltar ao país de origem. Sempre que conversávamos, ele tentava me convencer de fazer o mesmo. Certo dia voltei para casa empolgado para conversar com Vânia sobre a ideia de morar definitivamente nos Estados Unidos. Para minha surpresa, ela ficou chocada: “Não acredito que agora você mudou de ideia. Não dê ouvidos a seu amigo indiano. Vamos voltar ao Brasil, construir nossa história e fazer a diferença em nossa terra natal.”

Hoje tenho apenas que agradecer a clareza de propósito que minha esposa demonstrou em todos esses momentos tão importantes. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de trabalhar com milhares de franqueadas, consultoras, líderes comunitárias em nosso País, que atuam no setor empresarial, público ou privado. São visionárias, corajosas, talentosas, resilientes, guerreiras e, com sua sensibilidade ímpar, inspiram a todos ao seu redor. Em um momento em que se discute tanto o empoderamento feminino, espero que possamos cada vez mais reconhecer, evidenciar e valorizar as mulheres como protagonistas em todas as esferas da sociedade.

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